azar o seu, querida.*

[por uma vida menos ordinária]

música, música, música.

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_ george pringle

george pringle.

Some days I actually pine for a sleepover and a polo shirt again. This year saw change. I started dying my hair lighter. I cut in a fringe and I started wearing drainpipes that hugged my legs and I suppose the same problems remained. They just got more complicated and they curled out further. My problems stretched out in the sun and they sent me a postcard to say that they hoped I was okay and “I’sn’t Buenons Aires fabulous?”.
Well, maybe this was bought on by a newfound ability to sleep alone, or apathy. I don’t know.
I think new years begin in September, well at least for me they always have. I’ve always been fnd of September. Spring is never a good time. It’s a trussed up and beautiful drag queen but autumn is real.
So in the “New Year” period I changed a lot and all the while I thought it such a great tragedy I never looked this good as a teenager. All the while I let a ferocity build up in me. I took it out on myself, the shorter my skirts got and the skinnier my legs bowed and the flatter my chest got and all the while we were sweethearts. I threw beautiful lines that I never knew I was even capeable of.
I counted green pills and cigarette ends. I stopped playing guitar and I let my fingers soften and my nails grown for a while. I started drinking more and keeping unusual hours. I started playing Street Fighter II, until my eyes felt like they were going to drop out of my head and then I’d get enraged by the fact I was never going to be good enough to play Hyper Mode and Blanka was always going to be stronger than Chun Li.
So maybe I should enlighten you on what happens in your absence. This selfish existance where this intravert turns extrovert and dons their social armour. I became the perfect party apprentice, with a PHD in sitting on kitchen counters and drawing my cheeks in and shooting you looks that I don’t even mean. Hips that grind to scratchy indie hits and shoes that stick to nightclub floors…Well, you couldn’t understand why I can’t. You’ve never been up at four am with “The Fear”. You’ve never laid on your bedroom floor half blind and you wouldn’t love the girl that wakes up perspiring beer.
I cry much less these days. I can’t help but wonder what happened to ninjas and adventure? My dreams are like flashes and they give me hope. In these dreams I grew the bones of a fighter while you were sleeping and I fought and I seduced from a terraced house that rides a hill in this dead little city. Cinematic mini-epics sobered by train lines and phone lines and I forget these things.
My life’s a tangle of cables these days. Roads and train tracks are like wallpaper now. I started taking hundreds upon hundreds of photographs, all of which you were absent from. A detailed scientific investigation into light reflected on glass and I became invisible. Listening to Techno and Shoegaze in my room all alone and private parties all for myself. Slender fingers honed from MSN. An encyclopeadic knowledge of daytime television presenters.

*myspace.
*blog.

_ lulina

lulina.

Meu príncipe/ Não vem em cavalo branco/ Não tem muito dinheiro/ Mas eu o amo mesmo assim/ Meu príncipe arruma toda a casa/ Prepara minha comida/ Enquanto eu to no botequim/Meu príncipe me da múltiplos orgasmos/ Ai meu príncipe são 13 no total/ Ele limpa o banheiro/ Eu trabalho o dia inteiro/ Ele lava a roupa suja/ E eu bebo, bebo, bebo, bebo/ Ele briga com as crianças/ E eu toco violão/ Ele quer discutir a relação/ E eu não…

*entrevista para o churrasco grego.
*matéria na rolling stones.
*myspace.

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Written by juliana alves

fevereiro 3, 2008 at 2:22 pm

Publicado em música, vídeos

o gigantes da lira e a dona elizabeth.

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A verdade é que eu não gosto de carnaval. Uma meia dúzia de fotos felizes em bailes carnavalescos dos clubes de Teresina, nos primórdios da década de oitenta, quando eu tinha então uns seis ou sete anos, indicam que eu não posso usar a frase “nunca gostei de carnaval”. Mas agora a verdade é que não gosto. De carnaval, entenda. Uma bateria de escola de samba exerce sobre mim um fascínio enorme, e considero poucas coisas tão deliciosamente fofas e irreverentes quanto marchinhas de carnaval. Mas do carnaval em si, não, eu não gosto. Talvez porque, fora aqueles carnavais das fotografias antigas da minha mãe, eu nunca tenha tido um carnaval decente. Ou indecente já que trata-se de carnaval. Anyway. Não importa. O que importa é que hoje eu recebi, em forma de vídeo, uma das coisas mais bonitas vistas por mim nos últimos tempos. Trata-se do registro da “serenata” que o bloco de carnaval carioca Gigantes da Lira faz [ou fazia] todos os anos para a Dona Elizabeth. O vídeo é do ano de sábado passado [Lucas, obrigada pelo comentário e update], da Dona Elizabeth eu nada sei [a não ser que é uma senhora, visivelmente, de outros carnavais] e do Gigantes da Lira, apenas o que me contou o Overmundo. Mas quem se importa? Por causa desse vídeo hoje eu vou dormir bem, achando que a vida é mesmo cheia de coisas bonitas e que fevereiro, apesar de já começar com o tal carnaval, vai ser melhor que janeiro, porque afinal de contas tudo se ajeita. Piegas que só. Ah, se tu soubesses.

ps.: meus agradecimentos à Cecília Giannetti por ter nos enviado o vídeo.
pps.: e pra quem gosta de marchinhas, coleta feita pela querida Helena N. para download aqui ó.
ppps.: meus agradecimentos também a Lucas Landau, autor do vídeo.

Written by juliana alves

janeiro 28, 2008 at 7:37 pm

boletim: don’t kiss me goodbye, april march, romance, john, mag e desejos de bolso.

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>>Trilhas sonoras são das minhas coisas preferidas em relação ao cinema. Adoro ver um filme bom, que ainda por cima me mostra uma música adorável, que eu ainda não conhecia. Às vezes, nem preciso ver o filme, o trailer já é suficiente pra me fazer querer ouvir uma certa música por um dia inteiro e só ir dormir depois de ter conseguido a dita. Foi o que aconteceu no caso de Le Scaphandre et le Papillon, indicação feita pela minha amiga Rita Prado que acabou me levando até Ultra Orange & Emmanuelle e sua fofa canção Don’t Kiss Me Goodbye.

ultra orange & emmanuelle

>> Da mesma forma, passei dois dias inteiros ouvindo a californiana April March [que também faz desenhos animados] por causa de Death Proof. É dela a versão para Laisse Tomber les Filles, de Serge Gainsbourg, que toca nos créditos finais da metade Tarantino de Grindhouse. Fico alternando entre a versão em francês e a versão em inglês e tenho um dia feliz. Menção honrosa para as capas dos discos da moça, que são todas lindas. Dá pra ver aqui.

paris in april.

>> Com quase dez mil músicas no HD muita coisa acaba não sendo ouvida com a freqüência merecida. O prêmio de redescoberta da semana vai para Out Of Season [2003], disco solo de Beth Gibbons, ex-vocalista daquela banda capaz de matar uma pessoa do coração; o Portishead. Romance é a faixa preferida da vez [You know what they say about romance/You know what they say about romance/Ever changing love that you can’t/Keep on side a parking keel/Better the thought than the feeling/It’s plain to see/All the things we suffer/From the the hands of humanity/But that ain’t me/That ain’t me/But that ain’t me/That ain’t me/And I know there’s a god inside it/Should I love your key/Adorn you/And get inside/But that ain’t me/That ain’t me/But that ain’t me/That ain’t me/And I know I may come to doubt it/But if I ever wish/I wish we could all believe/ That in this daylight world/Is a world/ Where love can be/ And I won’t ever forget it/ Cuz that ain’t me/ That ain’t me/ Cuz that ain’t me/ Well that ain’t me].

>>Sem falar na parte John Frusciante da coisa…*Suspiro.

>> “IdeiaFixa é uma revista digital internacional de fotografia, design, ilustração e artes plásticas. Seu objetivo é inspiração, visão e promover os artistas participantes. Ela é lançada mensalmente e cada edição possui um tema específico. A IdeiaFixa escolhe trabalhos que sejam contemporâneos [retrô também pode ser moderno e contemporâneo] e cosmopolitas. Trabalhos que tenham a ver com a visão atual do mundo. Não será aceito na publicação material que não condiga com o tema da edição. Esperamos que você curta. Alicia Ayala e Janara Lopes [editoras da IdeiaFixa art e-magazine]”

ideiafixa

>>E não era pra ser verão? Impressionante como esfriou nos últimos dias. Por dentro e por fora.

luiza pannunzio

[ilustração: luiza pannunzio]

Written by juliana alves

janeiro 27, 2008 at 11:16 am

i feel it all.

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/feist.
[porque eu adoro fogos de artifício]

Written by juliana alves

janeiro 24, 2008 at 7:22 am

pictures of you.

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“Fui eu que roubei todas as tuas fotografias. Numa sexta-feira dessas em que estavas no botequim. Quase todas. As polaroids, deixei onde estavam. Essas eu não quis. As outras todas levei comigo. E estudo agora o pedido de resgate, enquanto analiso todos os teus olhos e todas as tuas bocas e todas as tuas expressões. Todos esses dias. Uma vez te pedi. Tu disse: todos. Posso provar. Posso cobrar. Eu te proponho.”

pictures of you.

ouvindo: pictures of you/the cure

Written by juliana alves

janeiro 20, 2008 at 11:58 pm

Publicado em cartas, música, textos, trechos, vídeos

2007/2008

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Olha, eu costumava ter uma memória excelente. Irritante de tão boa. Riqueza de detalhes e tudo o mais. Mas a verdade é que agora as coisas mudaram um pouco. Às vezes me perco na ordem cronológica dos acontecimentos. Não me lembro mais das cores das roupas. De datas ou palavras exatas, em alguns casos. Mas é claro que eu me lembro perfeitamente daquela outra noite de réveillon. Dançando no meio da rua, de pés descalços e banda de música. Me lembro perfeitamente, viu? Mas não é a mesma coisa. Naquela teve banda. Nessa teve mar. Na noite de réveillon de agora, fotos de família, brinde com champagne e algumas das pessoas mais queridas. Não tenho porque escolher, entre essa ou aquela, a melhor. Até porque, das outras já não me lembro tão bem. Como expliquei. As coisas mudaram. De um ano pro outro. Inclusive quereres e importâncias. E não é mesmo tarde para retrospectivas? E é claro que eu tenho uma lista de planos e resoluções. Mas vamos mudar de assunto. As coisas cada vez mais claras. E se o ano pode começar no dia quatro de janeiro, eu posso desejar que ele seja feliz em qualquer dia. Apesar das faltas nos cinco primeiros minutos do primeiro tempo. Sem lista de melhores ou piores do que passou. So, let’s have bizarre celebrations. Let’s pretend we’re bunny rabbits. Permita o que é bom pra você. E que os bons tempos comecem.

Written by juliana alves

janeiro 20, 2008 at 5:29 pm

anda. corre. voa.

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anda, corre, voa: fotograma


Tchau 2007.

Written by juliana alves

dezembro 26, 2007 at 12:05 pm

Publicado em música, vídeos