azar o seu, querida.*

[por uma vida menos ordinária]

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

laços.

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ou “enquanto a novidade não vem”

[suspiro]

Written by juliana alves

fevereiro 22, 2008 at 9:39 pm

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curtas.

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[live from the/pi]

>>Das coisas que me emocionam: casais se despedindo no aeroporto. Na rodoviária. No metrô. Na porta do elevador.

>>”Os lacônicos foram um dos povos de Esparta, na antiga Grécia, que tiveram que lutar contra os macedônios. Um dia o exército comandado por Felipe de Macedônia, o pai de Alexandre, O Grande, mandou um emissário com a seguinte mensagem: ‘Se eu entrar em Lacônia com o meu exército, arrasarei a Esparta até não sobrar mais nada’. Os espartanos responderam [tinham culhões os rapazes] com uma simples palavra: ‘Se’.” J.R.Duran, em sua coluna Polaroid, na revista Trip #161.

>>Faz calor em Teresina. E entre um vislumbre e outro de que posso morrer esturricada a qualquer momento, me vem na lembrança aquele micro conto de Andréa Del Fogo: “_Se for o capeta, diz que eu estou no banho”.

>>Ainda não sentei numa mesa de bar pra matar a minha vontade/saudade de carangueijo [ainda vai demorar muito hein, Pedro?]. Mas também posso morrer a qualquer momento de tanto comer sirigüela.

>>De recesso até o dia 06.01/08, já tenho tempo para uma lista de presentes e outra de resoluções de ano novo. Para férias completas só faltou a parte do “nada com o que se preocupar”. Enfim. Não se pode ter tudo. [Alguém me convida pra um chopp?]

Written by juliana alves

dezembro 22, 2007 at 4:04 pm

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dingonbel.

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Arrastão Classe Média
As gangues familiares nos roubam tempo, paciência e, às vezes, até mesmo uma lasca de nosso dedinho do pé

É QUASE Natal e, principalmente nas metrópoles, as pessoas se organizam em violentas hordas para fazer compras. Quem acredita no fim da família nuclear deveria observar o fenômeno -seguramente à distância, como eu, acuada num banquinho da praça de alimentação de um shopping center.
As gangues familiares percorrem os shopping como arrastões de classe média, aglutinações de gente ávida por crediários e embrulhos, parcelamentos e cadastros que requerem CPF. Incapazes de desviar de qualquer um que tente olhar as vitrines sozinho, formam uma corrente que não se parte, unida por laços de sangue e consumo. Roubam-nos tempo, paciência e, às vezes, até mesmo uma lasca de nosso dedinho do pé, quando passam pisoteando o que houver pela frente. Seguem como um imenso trator, sem desviar nem mesmo quando lançamos um inútil “dá licença?”. O paizão vai de mãos dadas com a filhinha mais nova, uma criança que atinge agudos na freqüência de 20 kHz. São duas peças-chave do arrastão consumista, caminhando quase sempre emparelhadas a uma quase sempre rotunda mãe. Esta, por sua vez, carrega um pacote junto aos quadris, adicionando pelo menos mais 15 cm à parede humana.
O comprador solitário tenta furar o cerco, imaginando que estará livre para andar em seu próprio ritmo ao ultrapassar a barreira criança + pai + mãe + pacote. Tal configuração é uma armadilha: é aí, justamente, que se vê impedido pela segunda camada da família em compras. Para locomover-se com desenvoltura, terá de passar também pela filha crescida do casal, abraçada a um mastodonte bombado, ambos estrategicamente posicionados mais à frente.
A voz da moça é a versão teen dos agudos da caçula, ajustados para conversar sobre tópicos que tornam preferíveis os gritos da pirralha. Esse fator é uma arma importante no processo de fragilização da vítima: a insalubridade dos diálogos da dupla de adolescentes confunde seu raciocínio, imobilizando a presa enquanto dura o assunto do casal. Se conseguir retomar a consciência e ultrapassar esse nível do arrastão, surgirá em seu caminho o obstáculo móvel: um guri de mais ou menos 5 anos de idade que se desprendeu da mão da mãe (lembre-se: ela está na retaguarda da operação, carregando um enorme pacote) e agora fica saracoteando lá na frente do grupo. Conforme o corpo estranho -comprador solitário- tenta retornar ao mundo exterior, indo para a esquerda, o guri vai para o mesmo lado; quando tenta escapar pela direita, ele acompanha seu movimento outra vez, “ad nauseum”.
Quem cai nesse redemoinho pode ser arrastado por quilômetros até que consiga terminar suas compras. Ou sem que jamais possa fazer o que pretendia no shopping. Há o caso de K., para citar apenas um exemplo, que, feito refém de uma família de consumidores selvagem e numerosa na semana do Natal passado, foi expelido de volta ao shopping tarde demais. Mais ou menos em abril deste ano, quando acabou novamente capturado por outra família, nas Lojas Americanas, durante uma promoção de ovos de Páscoa.

*Texto de Cecília Gianetti, originalmente publicado na Folha de São Paulo, exageradamente mal interpretado por alguns leitores e republicado aqui, há três dias para o natal, porque de fato não há quem possa com os shoppings nesses dias e porque até eu, que não tenho lá muito senso de humor, percebi a presença do dito nas entrelinhas.

Written by juliana alves

dezembro 22, 2007 at 4:02 pm

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nine movies and some songs.

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the darjeeling limited.

>>Faz tempo que eu tenho que escrever sobre The Darjeeling Limited, novo filme de Wes Anderson, cuja cabine para imprensa e blogueiros BloggersCut aconteceu há duas semanas[?], no Espaço Unibanco, com aquele maravilhoso café da manhã e tudo o mais. Mas não há muito mais o que dizer além da sensibilidade e beleza do filme; além do cuidado, do roteiro bem escrito a três mãos, das excelentes atuações e das situações, ora doídas, ora engraçadas, sempre tocantes. Não há muito o que dizer diante daquelas cores. Me derreto fácil diante das cores de Wes Anderson desde The Royal Tenenbaums, e fica combinado que a música da vez é Play With Fire [The Rolling Stones]. O filme estreou em São Paulo na última sexta. Chegue cedo pra ver o curta com a Natalie Portman.

>>Faz tempo que eu enrolo pra ver Jogos Mortais [fui uma admiradora de filmes de horror na adolescência], mas depois de uma amiga gentilmente me emprestar os três primeiros dvd’s da série, sem que eu nem ao menos pedisse, não pude mais evitar; assisti os três basicamente em uma sessão só e não estou bem certa sobre o adjetivo “bom”. Acontece que os finais dos filmes até são interessantes [embora essa “qualidade” diminua à medida que o número de continuações aumenta], e confesso que fiquei curiosa pra saber como Darren Lynn Bousman costurou o quarto filme [está nos cinema, alguém me convida?], já que no terceiro aparentemente se acaba tudo. Por outro lado, o vilão da série não me convenceu em nenhum momento, e se é pra comparar, perto de personagens como Dr.Hannibal Lecter e John Doe, Jigsaw me faz pensar em um grande, cruel e macabro…livro de auto ajuda.

>>Faz tempo que eu tenho quatro filmes não vistos no HD, remanescentes da minha tentativa frustrada de me dar bem com o Emule. Consegui assistir dois deles durante as minhas quase férias o super feriado prolongado de seis dias que passou por aqui na semana passada: A) A Festa Nunca Termina, filme de Michael Winterbottom [o mesmo de 9 Songs e Código 46] sobre a efervescente cena musical de Manchester nos anos 70 e 80, me foi vendido como o melhor filme do gênero nos últimos anos…tirando a cena do primeiro show do Sex Pistols e a parte que conta [ainda que superficialmente] a história do Joy Division, achei chato. Pra caralho. B) Coisas Que Nunca Te Disse, terceiro filme de Isabel Coixet, já dá mostras da sensibilidade e da dualidade de sentimentos e situações que a moça conduz com maestria em Minha Vida Sem Mim…mas confesso que com um título bom desses eu esperava mais; sem contar que a cena da lavanderia desse não chega aos pés da cena da lavanderia do outro, pronto falei [o “pronto, falei” é o novo preto, minha gente]. Anyway. Ainda me resta um Truffaut e aquele outro da mulher, o amante, não sei mais quem e o ladrão [ou qualquer coisa assim]. Quem sabe no próximo feriado.

buffalo ‘66.

>>Fazia tempo que eu não via Buffalo ’66, mas esse fim de semana me deu vontade por causa da cena das fotos [tudo mentira, por causa do Vincent Gallo como todo mundo sabe]. Em compensação, tenho medo dos filmes de vampiro com ares de cinema impressionista alemão, com participação especial de David Lynch interpretando um porteiro[?], que passam na Band de madrugada.

>>Faz tempo que eu vi Zodíaco e Ray, mas nunca falei deles por aqui porque fiquei tímida de dizer que achei um filme de David Fincher chato assim, em público, e porque não ia dar pra falar do Ray sem falar mais uma vez do quanto eu gosto de música, sem meter o meu avô no meio, sem fazer a piada da campainha e do apito pra falar da minha vontade de tocar piano e sem ser piegas. Ainda assim devo dizer que os dois valem o aluguel na locadora [ ou umas horinhas de download]. Zodíaco porque apesar de ser chato a maior parte do tempo [pronto, perdi a vergonha], tem seus momentos interessantes, e é um filme do David Fincher, pô, que pelo menos comigo tem crédito depois de Seven e Clube da Luta. E Ray [apesar de ser uma cinebiografia e do meu atrás com cinebiografias] por causa da atuação de Jamie Foxx [que é mesmo uma feladaputice] e da música, obviamente.

>>E por falar em música, faz tempo que eu quero escrever um post sobre o Last Fm [a melhor “comunidade virtual” que surgiu nesse mundo de orkut’s, facebook’s e twitter’s] e sobre as minhas “novas” bandas preferidas descobertas ou reconhecidas lá [with a little help of my friends]. Mas nessas alturas do campeonato todo mundo já deve saber das vantagens de se ter uma conta no site, então me resta sugerir, àqueles que nunca ouviram, que ouçam: Galaxie 500, Smog, Sambassadeur, The Tamborines, Math And Physics Club e Azure Ray.

>>Faz tempo que não te vejo. Quero matar meu desejo. Te mando um monte de beijo. E tudo o mais.

Written by juliana alves

novembro 27, 2007 at 1:23 pm

moments have you.

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E ontem eu acordei achando que era segunda-feira.
A seguir:
_Considerações sobre uma viagem rápida de trabalho à Amazônia.
_O Last.Fm e as músicas da temporada.

Written by juliana alves

outubro 19, 2007 at 8:50 pm

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os transatlanticistas vão dominar a terra.

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[ou De Vez Em Quando Eu Fotografo]

A saber: os Transatlanticistas são seres superiores que vivem no planeta Zwan, localizado a poucos anos luz do cinturão de Holly. Eles se comunicam telepaticamente, falam todas a línguas da Galáxia, nunca perguntam por que e sua memória guarda sem esforço fatos dos tempos passado, presente e futuro. Seus sentidos são diferentes dos dos humanos: só conseguem desenvolver o tato quando se encontram no mesmo espaço físico de outro transatlanticista com reações tautócronas as suas, o que faz com que andem sempre em duplas que formam uma unidade. Foram os primeiros habitantes deste planeta, mas tiveram que migrar devido a proliferação de sentimentos ruins e catástrofes naturais no meio. Sua missão na Terra é trazer a plenitude dos momentos sublimes em uma única e vitalícia dose (sem início, meio ou fim) e fazer com que os mesmos sejam uma constate na vida terrena. [por Marina Santa Helena]

ian&marina

Ensaio: Cotidiano.
Modelos: Ian&Marina [uma unidade transatlanticista].
Fotógrafa: Juliana Alves.
Cenário: tarde de domingo.
Amostra Grátis? Aqui.

Written by juliana alves

julho 23, 2007 at 9:03 pm