azar o seu, querida.*

[por uma vida menos ordinária]

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“carta/editorial/notícias”

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Vou te contar que, há um mês e quatro dias eu sofri um acidente doméstico enquanto tentava cozinhar; a chama do fogão se sentiu irresistivelmente atraída pela bata soltinha de falso algodão [suspeita-se que na verdade era de puro poliéster] que eu usava na ocasião. A peça incendiou imediatamente [não sobrou um mísero pedaço de pano pra contar a história], e no reflexo instantâneo de tirar a roupa do corpo, sofri queimaduras de segundo grau nas mãos, na lateral direita do corpo e no braço direito. Felizmente o meu anjo da guarda é foda e todos os meus guias estavam por perto nesse dia, de modo que não passou disso. Disso, de muita dor, de uma semana sem basicamente poder sair de casa ou fazer quase nada com as mãos e mais outra sofrendo com troca de curativos e algumas impossibilidades. Passou. Com ajuda, apoio, suporte e visita dos amigos queridos. Passou. E nem vão restar cicatrizes, embora já por duas vezes eu tenha procurado a tal bata soltinha no armário pra vestir.

Em parte por esse acontecimento o blog ficou parado mais de um mês. Em parte pelo turbilhão de coisas que continuaram acontecendo depois do acidente; coisas que podem se resumir na expressão “muito trabalho” [thank god, já que não é nada barato ficar seriamente doente]. E em parte porque eu estava preparando uma outra coisa.

Esse texto é pra contar essa outra coisa.

Afinal de contas eu não me aquieto, e com a ajuda e incentivo do querido de sempre, Ian Marquinhos José Enloucrescendo Câmara, o Azar o Seu Querida mudou mais uma vez de  endereço e agora é pontocom.

http://azaroseuquerida.com

Apareça pra uma visita.

Juliana Alves

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Written by juliana alves

março 29, 2008 at 12:49 pm

fotografia, fotografia, fotografia.

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Written by juliana alves

fevereiro 9, 2008 at 2:10 pm

o gigantes da lira e a dona elizabeth.

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A verdade é que eu não gosto de carnaval. Uma meia dúzia de fotos felizes em bailes carnavalescos dos clubes de Teresina, nos primórdios da década de oitenta, quando eu tinha então uns seis ou sete anos, indicam que eu não posso usar a frase “nunca gostei de carnaval”. Mas agora a verdade é que não gosto. De carnaval, entenda. Uma bateria de escola de samba exerce sobre mim um fascínio enorme, e considero poucas coisas tão deliciosamente fofas e irreverentes quanto marchinhas de carnaval. Mas do carnaval em si, não, eu não gosto. Talvez porque, fora aqueles carnavais das fotografias antigas da minha mãe, eu nunca tenha tido um carnaval decente. Ou indecente já que trata-se de carnaval. Anyway. Não importa. O que importa é que hoje eu recebi, em forma de vídeo, uma das coisas mais bonitas vistas por mim nos últimos tempos. Trata-se do registro da “serenata” que o bloco de carnaval carioca Gigantes da Lira faz [ou fazia] todos os anos para a Dona Elizabeth. O vídeo é do ano de sábado passado [Lucas, obrigada pelo comentário e update], da Dona Elizabeth eu nada sei [a não ser que é uma senhora, visivelmente, de outros carnavais] e do Gigantes da Lira, apenas o que me contou o Overmundo. Mas quem se importa? Por causa desse vídeo hoje eu vou dormir bem, achando que a vida é mesmo cheia de coisas bonitas e que fevereiro, apesar de já começar com o tal carnaval, vai ser melhor que janeiro, porque afinal de contas tudo se ajeita. Piegas que só. Ah, se tu soubesses.

ps.: meus agradecimentos à Cecília Giannetti por ter nos enviado o vídeo.
pps.: e pra quem gosta de marchinhas, coleta feita pela querida Helena N. para download aqui ó.
ppps.: meus agradecimentos também a Lucas Landau, autor do vídeo.

Written by juliana alves

janeiro 28, 2008 at 7:37 pm

i feel it all.

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/feist.
[porque eu adoro fogos de artifício]

Written by juliana alves

janeiro 24, 2008 at 7:22 am

2007/2008

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Olha, eu costumava ter uma memória excelente. Irritante de tão boa. Riqueza de detalhes e tudo o mais. Mas a verdade é que agora as coisas mudaram um pouco. Às vezes me perco na ordem cronológica dos acontecimentos. Não me lembro mais das cores das roupas. De datas ou palavras exatas, em alguns casos. Mas é claro que eu me lembro perfeitamente daquela outra noite de réveillon. Dançando no meio da rua, de pés descalços e banda de música. Me lembro perfeitamente, viu? Mas não é a mesma coisa. Naquela teve banda. Nessa teve mar. Na noite de réveillon de agora, fotos de família, brinde com champagne e algumas das pessoas mais queridas. Não tenho porque escolher, entre essa ou aquela, a melhor. Até porque, das outras já não me lembro tão bem. Como expliquei. As coisas mudaram. De um ano pro outro. Inclusive quereres e importâncias. E não é mesmo tarde para retrospectivas? E é claro que eu tenho uma lista de planos e resoluções. Mas vamos mudar de assunto. As coisas cada vez mais claras. E se o ano pode começar no dia quatro de janeiro, eu posso desejar que ele seja feliz em qualquer dia. Apesar das faltas nos cinco primeiros minutos do primeiro tempo. Sem lista de melhores ou piores do que passou. So, let’s have bizarre celebrations. Let’s pretend we’re bunny rabbits. Permita o que é bom pra você. E que os bons tempos comecem.

Written by juliana alves

janeiro 20, 2008 at 5:29 pm

“when you have insomnia, you’re never really asleep… and you’re never really awake.”

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E depois da insônia de vários dias, tudo que eu queria essa noite era dormir com o rosto apoiado na tua nuca.

*conclusão baseada [entre outras coisas] em texto de Jader Pires, no blog A Bossa Nostra.
A seguir continuaremos com a nossa programação normal.

Written by juliana alves

dezembro 14, 2007 at 9:04 pm

porque nina é minha favorita.

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*spoiler.

Written by juliana alves

novembro 26, 2007 at 8:44 am