azar o seu, querida.*

[por uma vida menos ordinária]

Archive for dezembro 2007

anda. corre. voa.

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anda, corre, voa: fotograma


Tchau 2007.

Written by juliana alves

dezembro 26, 2007 at 12:05 pm

Publicado em música, vídeos

curtas.

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[live from the/pi]

>>Das coisas que me emocionam: casais se despedindo no aeroporto. Na rodoviária. No metrô. Na porta do elevador.

>>”Os lacônicos foram um dos povos de Esparta, na antiga Grécia, que tiveram que lutar contra os macedônios. Um dia o exército comandado por Felipe de Macedônia, o pai de Alexandre, O Grande, mandou um emissário com a seguinte mensagem: ‘Se eu entrar em Lacônia com o meu exército, arrasarei a Esparta até não sobrar mais nada’. Os espartanos responderam [tinham culhões os rapazes] com uma simples palavra: ‘Se’.” J.R.Duran, em sua coluna Polaroid, na revista Trip #161.

>>Faz calor em Teresina. E entre um vislumbre e outro de que posso morrer esturricada a qualquer momento, me vem na lembrança aquele micro conto de Andréa Del Fogo: “_Se for o capeta, diz que eu estou no banho”.

>>Ainda não sentei numa mesa de bar pra matar a minha vontade/saudade de carangueijo [ainda vai demorar muito hein, Pedro?]. Mas também posso morrer a qualquer momento de tanto comer sirigüela.

>>De recesso até o dia 06.01/08, já tenho tempo para uma lista de presentes e outra de resoluções de ano novo. Para férias completas só faltou a parte do “nada com o que se preocupar”. Enfim. Não se pode ter tudo. [Alguém me convida pra um chopp?]

Written by juliana alves

dezembro 22, 2007 at 4:04 pm

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dingonbel.

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Arrastão Classe Média
As gangues familiares nos roubam tempo, paciência e, às vezes, até mesmo uma lasca de nosso dedinho do pé

É QUASE Natal e, principalmente nas metrópoles, as pessoas se organizam em violentas hordas para fazer compras. Quem acredita no fim da família nuclear deveria observar o fenômeno -seguramente à distância, como eu, acuada num banquinho da praça de alimentação de um shopping center.
As gangues familiares percorrem os shopping como arrastões de classe média, aglutinações de gente ávida por crediários e embrulhos, parcelamentos e cadastros que requerem CPF. Incapazes de desviar de qualquer um que tente olhar as vitrines sozinho, formam uma corrente que não se parte, unida por laços de sangue e consumo. Roubam-nos tempo, paciência e, às vezes, até mesmo uma lasca de nosso dedinho do pé, quando passam pisoteando o que houver pela frente. Seguem como um imenso trator, sem desviar nem mesmo quando lançamos um inútil “dá licença?”. O paizão vai de mãos dadas com a filhinha mais nova, uma criança que atinge agudos na freqüência de 20 kHz. São duas peças-chave do arrastão consumista, caminhando quase sempre emparelhadas a uma quase sempre rotunda mãe. Esta, por sua vez, carrega um pacote junto aos quadris, adicionando pelo menos mais 15 cm à parede humana.
O comprador solitário tenta furar o cerco, imaginando que estará livre para andar em seu próprio ritmo ao ultrapassar a barreira criança + pai + mãe + pacote. Tal configuração é uma armadilha: é aí, justamente, que se vê impedido pela segunda camada da família em compras. Para locomover-se com desenvoltura, terá de passar também pela filha crescida do casal, abraçada a um mastodonte bombado, ambos estrategicamente posicionados mais à frente.
A voz da moça é a versão teen dos agudos da caçula, ajustados para conversar sobre tópicos que tornam preferíveis os gritos da pirralha. Esse fator é uma arma importante no processo de fragilização da vítima: a insalubridade dos diálogos da dupla de adolescentes confunde seu raciocínio, imobilizando a presa enquanto dura o assunto do casal. Se conseguir retomar a consciência e ultrapassar esse nível do arrastão, surgirá em seu caminho o obstáculo móvel: um guri de mais ou menos 5 anos de idade que se desprendeu da mão da mãe (lembre-se: ela está na retaguarda da operação, carregando um enorme pacote) e agora fica saracoteando lá na frente do grupo. Conforme o corpo estranho -comprador solitário- tenta retornar ao mundo exterior, indo para a esquerda, o guri vai para o mesmo lado; quando tenta escapar pela direita, ele acompanha seu movimento outra vez, “ad nauseum”.
Quem cai nesse redemoinho pode ser arrastado por quilômetros até que consiga terminar suas compras. Ou sem que jamais possa fazer o que pretendia no shopping. Há o caso de K., para citar apenas um exemplo, que, feito refém de uma família de consumidores selvagem e numerosa na semana do Natal passado, foi expelido de volta ao shopping tarde demais. Mais ou menos em abril deste ano, quando acabou novamente capturado por outra família, nas Lojas Americanas, durante uma promoção de ovos de Páscoa.

*Texto de Cecília Gianetti, originalmente publicado na Folha de São Paulo, exageradamente mal interpretado por alguns leitores e republicado aqui, há três dias para o natal, porque de fato não há quem possa com os shoppings nesses dias e porque até eu, que não tenho lá muito senso de humor, percebi a presença do dito nas entrelinhas.

Written by juliana alves

dezembro 22, 2007 at 4:02 pm

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sala 8.

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ou Os Últimos Filmes de 2007

1) O Amor nos Tempos do Cólera

o amor nos tempos do cólera.
A produção baseada no livro homônimo de Gabriel Garcia Márquez, estreou semana passada em São Paulo e estréia quarta que vêm aqui em The. A pré-estréia para imprensa e blogueiros BloggersCut aconteceu no comecinho do mês, em alguma sala do Unibanco Arteplex do shopping Frei Caneca. Meu amigo e jornalista P.A.Jansen, que não leu o livro, acha que o filme vai agradar especialmente mulheres [românticas] de meia idade. Quanto a mim, fiquei aliviada de o filme, apesar de estar longe de se comparar ao livro [as usual], não ser nenhuma bomba absurda e mal adaptada de uma das melhores obras do meu autor favorito. Destaque para Fernanda Montenegro, como Transito Ariza, e para a trilha sonora de Antonio Pinto, o mesmíssimo de Cidade de deus.

selo2

2) Across the Universe

across the universe 2

Minha cara Rita Prado foi quem me chamou atenção para o trailer desse filme, que conta uma história de amor através de músicas dos Beatles. Encantada pelo vídeo, e me lembrando que Moullin Rouge não era assim tão ruim afinal, ignorei solenemente o fato de o filme ser um musical [gênero que não é bem o meu preferido] e aguardei ansiosamente a estréia, acompanhando as confusões e divergências freqüentes entre a diretora Julie Taymor e o Revolution Studio [que aparentemente jamais se entenderam sobre a montagem final da película]. Odeio decepcionar [my lovely] Rita; tampouco quero tirar a empolgação de Lucy [in the sky], duas das pessoas que eu conheço que esperam pelo filme tanto quanto eu esperei, mas a tal espera, na minha modesta opinião, não vale a pena. Embora o visual do filme seja lindo, embora Jim Sturgess seja lindo, embora a cena dos morangos seja linda, embora Dana Fuchs seja linda [no papel de uma cantora que “lembra” muito Janis Joplin, e que tem um caso com um guitarrista que é a cara de Jimi Hendrix], a conclusão é que, definitivamente, eu não gosto de musicais, e que Julie Taymor peca pelo excesso de pretenso lirismo e psicodelia.

3)Death Proof

death proof 2
O meu primeiro presente de natal do ano foi um Tarantino: Kill Bill volumes 1 e 2, do meu primo querido e sancho pança, Igor Bento. O meu segundo presente de natal do ano também foi um Tarantino, e também veio de um Igor. Mas sobre Death Proof, a metade Tarantino do projeto Grindhouse [uma brincadeira para homenagear filmes de terror toscos exibidos em cinemas mais toscos ainda – as tais grindhouses – na década de 70], tudo o que eu tenho a dizer, mais uma vez, é que dedico todo o meu amor a Quentin Tarantino, e aos Igor’s da minha vida, que sabem bem como me fazer feliz.

Written by juliana alves

dezembro 22, 2007 at 3:50 pm

Publicado em bloggerscut, cinema, vídeos

acontecimentos.

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Dezembro chegou, trazendo consigo o cansaço de uma no inteiro, intenso e cheio de altos e baixos, todo, de uma vez só. E as luzes acesas na Paulista. E embora eu tenha recebido dezembro, as luzes, e o cansaço, de braços abertos, curiosamente não pude dormir mais de três horas por noite, durante mais de sete noites seguidas. Ainda assim, me resta querer para umas sete ou oito coisas antes de 2008. De modo que antes que o ano termine, eu ainda quero fazer o retrato de três ou quatro pessoas e consolidar dois ou três novos bons hábitos. Os planos para o ano que vem estão basicamente relacionados à fotografia e viagens, mas antes que este ano termine eu quero ver Control no cinema, comer caragueijo e, quem sabe, surpreender uma pessoa querida. Antes que o ano termine. Dançar uma noite inteira. Posar pra Rita mais uma vez. Morrer de calor em Teresina. Tomar um banho de mar. Um bilhete, uma notícia, uma lista de coisas…Sem tempo para fazer unhas, malas ou listas de resoluções.

ps.: nos últimos tempos, por motivos de força maior [muito trabalho, visitas de longe, família e tudo o mais] acabei recusando [pra não dizer furando] convites pra festa de abertura da bienal, BlogCamp de Curitiba, almoço com a matriarca do clã Santa Helena, show do Pussymen no Embu, desfiles da Casa de Criadores, happy hour com o povo do Bloggerscut, festinha no Picasso e lançamento do livro do Doni na Vila Madalena. Meus agradecimentos [pelos convites] e pedidos de desculpas [pelos furos] à Mirela, Ian Marquinhos José Enloucrescendo Black Santa Helena Câmara e Marina Santa Helena, Glauco, MarceloTräsel, Rafa e Doni, respectivamente.

Written by juliana alves

dezembro 16, 2007 at 10:14 pm

“when you have insomnia, you’re never really asleep… and you’re never really awake.”

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E depois da insônia de vários dias, tudo que eu queria essa noite era dormir com o rosto apoiado na tua nuca.

*conclusão baseada [entre outras coisas] em texto de Jader Pires, no blog A Bossa Nostra.
A seguir continuaremos com a nossa programação normal.

Written by juliana alves

dezembro 14, 2007 at 9:04 pm

o roubo.

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“A coisa toda deve ter durado uns dois minutos. Menos até. Me imaginei mudando de idéia sobre tudo aquilo dos últimos tempos. Passou por mim o pensamento: você e eu num apartamento amplo, janelas grandes, piso de madeira, poucos móveis, pôsteres e letras nas paredes, uma cama grande pra gente foder todo dia e música, muita música, em alguma cidade com praia. Durou mais ou menos uns dois dias. Ou três. E aí o roxo se esmaeceu em amarelo. Lembro de você, enquanto penduro roupas no varal.”

Written by juliana alves

dezembro 2, 2007 at 7:03 pm

Publicado em música, textos, trechos, vídeos