azar o seu, querida.*

[por uma vida menos ordinária]

Archive for outubro 2007

considerações sobre o tim festival, depois de mais de trinta horas acordada, seguidas de menos de dez horas totalmente interrompidas de sono, aproveitando um inesperado horário de folga do trabalho.

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_ Já virou tradição isso de eu sempre perder os dois primeiros shows do Tim. E todo ano é bem o show que ele mais quer ver. Será uma maldição a ser quebrada somente quando finalmente virmos um Tim juntos, my dearest?

_ o show da Bjork é lindo. A música é linda, Bjork é linda dizendo “obrigato”, o cenário é lindo, os efeitos, o visual, os equipamentos do DJ, tudo lindo. Um show pra ser visto e apreciado. Mas a sensação é de que era o show certo no lugar errado; no meio de sei lá quantas mil pessoas [preguiça de checar os dados, tô cansada pô] sedentas por empolgação e piração, pareceu chato e deslocado. Bastava ouvir as conversas na platéia.

_ Pouco me importa se Juliette And The Licks faz uma música de três acordes, simples e rasa. Tampouco me importam os clichês, inclusive o de levantar a bandeira do Brasil no meio do show. O fato é que, na minha opinião, e entre as coisas que eu vi, pensando todos os prós e contras, a banda de Juliette Lewis foi o melhor do festival, com carisma, presença, pique e empolgação. E tenho dito e pronto.

_ Julian, my fella, my guy, Alex Turner não chega aos seus pés. Demorei horrores pra começar a ouvir Arctic Monkeys; me empolgue horrores quando comecei a ouvir e fiquei feliz horrores com a certeza de que veria uma apresentação dos moços. Mas me decepcionei horrores com um show curtíssimo e que, apesar do set list com quase todas as minhas músicas preferidas, me pareceu ter sido feito com a empolgação pura e simples da obrigação de tocar. Juro. Eu, lá embaixo, gritando que “i bet that you look good on the dancefloor”, sem nem um milhão no bolso, batendo mais cabeça que um real irmão do metal, estava muito mais empolgada que o macaquinho Alex lá em cima dizendo “we’re glad to be here, thank you” com seu sotaque britânico.

_ Tá bom, tá bom. Eu confesso que não tive um domingo muito bom, e que as coisas começaram a sair erradas desde cedo, e que coloquei todas as minhas esperanças de redenção no pobre festival; o que pode ter servido de agravante para o meu desagrado como um todo. Mas ora, francamente; alguém há de concordar comigo que em plenas quatro horas da manhã, depois de um intervalo de mais de uma hora entre Bjork e Juliette, e de outro intervalo similar entre a moça e os macacos, não dava pra esperar, feliz e contente, pelos assassinos, que deviam entrar uma da manhã, entraram depois das quatro e saíram mais de cinco da manhã. De uma segunda feira.

_ O atraso absurdo [num lugar onde não havia outra opção de descanso além do chão] não foi o único ponto fraco do Tim. Não foram poucos os passantes a reclamar da qualidade e do volume do som [Juliette Lewis pediu pra aumentarem o seu microfone logo no começo da segunda música] e a observar outros problemas técnicos [como o apagão no show do Hot Chip]. A cerveja estava quente, a água do bar “oficial” acabou super cedo e os ambulantes fizeram a festa, vendendo o copinho de água por cinco reais. Sem falar no cigarro por sete reais. Quem quiser fazer um dinheirinho extra no ano que vem, já está avisado.

_ Eu sei, eu sei. Estou cada dia mais chata e anti-social. Mas é tudo verdade meninos, eu vi.

_ E por último, mas não menos importante, a pergunta que não quer calar: “beijo, vou mijar na grade”, frase ouvida por mim e pela minha amiga jornalista que não me deixa mentir, Cláudia Castelo Branco, será o substituto do “beijo, me liga” no verão, minha gente? Opinem.

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Written by juliana alves

outubro 30, 2007 at 11:21 pm

these days: nico

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“I’ve been out walking/ I don’t do too much talking/ These days, these days. These days I seem to think a lot/ About the things that I forgot to do/ And all the times I had the chance to. I’ve stopped my rambling,/ I don’t do too much gambling/ These days, these days. These days I seem to think about/ How all the changes came about my ways/ And I wonder if I’ll see another highway./ I had a lover,/ I don’t think I’ll risk another/ These days, these days./ And if I seem to be afraid/ To live the life that I have made in song/ It’s just that I’ve been losing so long./I’ve stopped my dreaming,/ I won’t do too much scheming/ These days, these days./ These days I sit on corner stones/ And count the time in quarter tones to ten./ Please don’t confront me with my failures,/ I had not forgotten them.”

[até amanhã]

Written by juliana alves

outubro 28, 2007 at 10:25 am

Publicado em música, trechos, vídeos

she’s a maniac

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“She’s a maniac/Maniaaaaaaac on the floor/And she’s working like/She’s never worked before”

Written by juliana alves

outubro 27, 2007 at 11:04 am

moments have you.

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E ontem eu acordei achando que era segunda-feira.
A seguir:
_Considerações sobre uma viagem rápida de trabalho à Amazônia.
_O Last.Fm e as músicas da temporada.

Written by juliana alves

outubro 19, 2007 at 8:50 pm

Publicado em Uncategorized

fur: an imaginary portrait of diane arbus.

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Dois dias pensando na versão [?] de Steven Shainberg para aquilo que seria o momento de transição, o início da carreira da fotógrafa americana Diane Arbus, e não consigo pensar em outra palavra pra descrever o filme além de “esquisito”, para em seguida me perguntar “dá pra fazer um filme sobre Diane Arbus, que não seja esquisito?”. Talvez não…mas acho que dava pra fazer um filme melhor.

diane e uma de suas fotos.

Diane Nemerox nasceu em 1923, em Nova York, no meio de uma família da alta burguesia. Aos 18 anos se casa com o fotógrafo Allan Arbus, com quem aprendeu as primeiras noções básicas de fotografia. Juntos se especializaram em fotografia de moda e fizeram vários trabalhos para a revista Harper’s Bazaar. Na década de 50, Diane e Allan se separam, e sob a orientação da também fotógrafa Lisette Model, Diane inicia um trabalho mais pessoal e mais documental. É aí que ela começa a fazer retratos, voltando os olhos para os “freaks” da América de então: anões, gigantes, retardados, gêmeos, travestis e toda a sorte de pessoas à margem da sociedade, que fugiam do padrão de sonho-americano da época. Seu trabalho foi imediatamente reconhecido: Diane ganhou duas vezes a bolsa Guggenheim, e em 1967 expôs suas fotos duras, marcantes e perturbadoras no MoMa, que já então era um dos museus mais prestigiados de Nova York. No fim dos anos sessenta Diane começa a visitar asilos e hospitais e faz de velhos, doentes e anormais seus modelos. Em 1971 comete o suicídio, cortando os pulsos e se entupindo de barbitúricos.

diane arbus.

Sabendo disso, eu esperava outro tipo [?] de filme. Talvez eu devesse ter levado mais a sério o aviso inicial de que se tratava de uma cinebiografia imaginária, e não uma cinebiografia convencional, fatos reais e tudo o mais, como o próprio subtítulo do filme já sugere. Steven Shainberg, de quem eu nunca tinha ouvido falar até então, se baseia na biografia escrita por Patricia Bosworth, lançada em 1984, e junto com o roteirista cria uma história que mistura realidade e ficção, A Bela e A Fera e Alice No País das Maravilhas, pra mostrar o momento em que a dona de casa americana exemplar, mãe e assistente do marido fotógrafo começa a se transformar numa artista.

nicole kidman como diane arbus.

Em mim deixou uma sensação ambígua. Apesar de ter bons momentos de Nicole Kidman, algumas boas referências, algumas cenas bem bonitas, uma trilha sonora encaixada e algumas sutilezas bem interessantes [como mostrar bem a curiosidade do olhar de Diane], na maior parte do tempo o filme é lento demais, fantasioso demais, distante demais; e não foram raros os momentos em que eu me perguntei o que David Lynch, por exemplo, pra citar um diretor que costuma conduzir muito bem o incomum [?], teria feito com a história dessa fotógrafa, dessa mulher, que eu imagino muito mais atormentada [o filme basicamente ignora o suicídio de Diane], muito mais complexa e muito mais apaixonada do que parece em Fur.
Enfim. Todo mundo sabe que cinebiografias são dificéis.
Retratos imaginários então…


“A photograph is a secret about a secret. The more it tells you the less you know” [Diane Arbus]

Written by juliana alves

outubro 14, 2007 at 9:59 pm

Publicado em cinema

miranda july quer que eu morra. eu sei que quer.

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Alguém aí de viagem marcada pros EU da América hein minha gente?
Aceita uma encomenda?

learning to love you more.

E pra Itália? Alguém indo pra Itália? Alguém?

pig 55

Ai, bruta flor do querer. Ui.

Written by juliana alves

outubro 13, 2007 at 10:53 pm

Publicado em livros, outras cositas mais

esses meus amigos criativos e suas peças maravilhosas.

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Ou desculpa, ninguém comemora minha geladeira quente depois da empregada louca

geladeira.

A conversa toda começou com os elogios rasgados, seguidos de muitos “eu também quero”, aos imãs que habitam a geladeira deste lar; presente do casal mais môqui dos casais da minha vida. Acontece que Andrea Mello, a metade de vestido e flor no cabelo do supracitado casal, desenvolveu, junto com uma companheira de trabalho, uma coleção de imãs tão legais quanto. As cartelas são temáticas e podem ser personalizadas de acordo com um tema específico ou ao gosto do freguês. Os ímãs podem ser personalizados com palavras, fotos ou ilustrações, você pode escolher o tema ou, se preferir, as próprias moças de idéias fáceis sugerem os temas e formatos. O projeto foi criado para participar de um concurso de poesia experimental na argentina, e fez tanto sucesso que as moças resolveram disponibilizar o produto sob encomenda. Mas não é só isso. Além de redatora, viciada em nutella e desenvolvedora de imãs de geladeira, Andrea também é designer, assina o meu atual colar preferido e acaba de pré-lançar a sua segunda coleção de bijuterias, batizada de João de Barro.

joão de barro.

Falando em coleção, também já está no ar o Ateliê Virtual Rita Prado, com a primeira coleção da minha amiga faz tudo no meio da moda: minha lovely Rita começou como modelo, enveredou pela fotografia, e agora, com anos de know how, bom gosto e boas referências, cria suas próprias roupas e bolsas para as massas, além de ser advogada por formação e escritora nas horas vagas(?).

convite.

camisa emily.

Mas nem só de moda vivem os meus amigos criativos, minha gente. A metade calças e barba do já citado casal mais môqui da minha vida por exemplo, ilustra que é uma beleza. Precisa de um desenho? Um projeto gráfico? Uma marca? Uma capa de revista em quadrinhos? Uma revista em quadrinhos inteira? Bonecos de massinha para uma animação, um filme, um stop motion? Toda sorte de coisas correlatas? Antonio de Pádua Carvalho Neto é o seu homem [com todo respeito, viu Dea?].

super man.

E já que tocamos no assunto, pra finalizar, estou abrindo oficialmente a campanha “Fernando, largue a biologia”, dedicada ao meu amigo, o carioca mais paulistano que já existiu, Fernando Real; um desenhista de mão cheia, que não contente com a estranha mania de só ver os filmes no mínimo cinco anos depois que eles foram lançados, insiste em chamar o seu talento de hobby, e acha que esse negócio de mestrado e doutorado é que é o caminho. Ora, vejam só.

days in noir.

Para comprar os colares da Dea…: http://www.fotolog.com/deaflor
…as roupas da Rita: http://www.ritaprado.com.br
…contratar o Neto: http://internetoo.blogspot.com
…e apoiar a campanha: http://www.flickr.com/photos/arieviln

Written by juliana alves

outubro 13, 2007 at 1:55 pm

Publicado em outras cositas mais