azar o seu, querida.*

[por uma vida menos ordinária]

Archive for agosto 2007

my so called life and me me me.

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Já faz uns dias que eu tento escrever e dar notícias. Mais ou menos o mesmo tanto de dias que eu fiquei com aquela vontade de ir ao porão do Lou quebrar uma cara na arena do Clube da Luta. Igualzinho o Edward Norton fez com o Jared Leto, antes dele virar emo e tudo o mais. Mas pra quê essa violência toda, não é mesmo minha gente? Muito mais saudável, adulto e quiçá mais feminino sorrir e dizer “I never did mind about the little things”, com Nina Simone de trilha sonora. Ou, senão, muito mais saudável, adulto e tudo o mais fazer uma cara blasé e mandar se fuder. Tomar no cu. Essas coisas. Estou tendo aulas com meu caro amigo Ian Marquinhos José Enloucrescendo Black Câmara. Como mandar se fuder, tomar no cu e outras coisas de baixo “escalão” quando necessário, com classe e sem culpa. Just watch and learn. Enfim. Meus impulsos violentos passaram. Já podemos conversar. Agosto também passou, levando com ele o dia 21 mais uma vez. E passou tão rápido que nem deu tempo pro post clássico, com o clássico trecho do clássico texto de Caio Fernando Abreu [Isso me lembra que uma vez a minha amiga Fernanda me agradeceu por todo fim de ano mandar a mesma música pra desejar um ano bom. Eu sou repetitiva às vezes, mas tem gente que gosta, viu?!]. Tão rápido que agora já faz um mês desde aquele dia [noite] que eu “lembrei” de uma das músicas do Julian que eu mais gosto, e que passei o mês inteiro ouvindo, e eu continuo sem entender muito bem o episódio. Na verdade talvez a palavra certa não seja “entender”, mas “compreender”. Ou talvez seja mesmo porque eu não tive muito tempo pra pensar no assunto e, então, entender e compreender e tudo o mais [e talvez por isso de vez em quando ainda pense que não precisava ter sido do jeito que foi depois]. Também não tive tempo de começar – publicamente – a contagem regressiva pro meu aniversário. Não tive tempo sequer pro inferno astral nosso de todo ano [iu-huu, você está aí querido?]. Porque acontece que eu pedi tanto e tanto por trabalho, que universo, anjo da guarda, guias e orixás atenderam e mandaram tudo de uma vez. E não estou reclamando! Pelo contrário. Tenho trabalhado feliz e contente, em média umas dez horas por dia [com picos de doze e alguns fins de semana inclusos] e quero mais. E nem me importo muito com a pilha de livros que estou lendo calma e lentamente, ao invés de num pulo, como de costume. Nem me importo muito com os quatro filmes que estão no HD desde junho, e que se eu não vi em julho muito menos vou ver agora. Nem me importo muito de estar dormindo pouco e de ter dito sim tão rápido. Está valendo a pena, vai valer mais e jajá terei tempo, quarto e vida um pouco mais organizados. Eu. Eu. Eu. Acho que vou me dar “o” presente de aniversário. Faltam apenas 18 dias agora. E além do ingresso pro show do Nouvelle Vague, comemoração da noite oficial [que já tá na mão, né Dea?], eu só preciso agora de um lugar onde caiba as trinta e poucas pessoas que estão por perto [sim, porque têm mais outras trinta e poucas espalhadas por Teresina, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife que se eu pudesse mandava buscar] e que eu gostaria de convidar pra festa que eu pretendo dar, se eu encontrar um lugar. O resto é mar. É saudade de pessoas queridas [eu quero a minha mãe!]. É a lembrança da festa de despedida da Ana Bean no Milo, que deixou meu pé doendo de tanto dançar, meu bolso vazio de tanta Heineken e ainda por cima me mostrou duas coisas importantes. É o livro da Miranda que o Igor me deu. São as músicas que eu ando ouvindo e a minha paixão tardia por Arctic Monkeys . É a receita de risoto que o Lucas me deu e eu quero testar logo. É o meu não tão recém-descoberto assim, mas crescente, interesse pela cidade de São Francisco. É a espera pelo Tim e pela Mostra de Cinema. As fotos que eu talvez faça na terça. A Camis rindo das minhas desgraças. O melhor suco de morango do mundo, que eu mesma fiz hoje. O apartamento de pernas por ar. As roupas que eu sempre esqueço na máquina de lavar. O show de lançamento do cd do Ecos Falsos que eu não posso perder. O sobe e desce das temperaturas paulistanas. E, a quem interessar possa, a minha tradicional lista de presentes que me deixariam muito feliz no meu aniversário ou em qualquer outro dia. Tipo, amanhã. Rá.
01. F. i . l . m . e . s
02. L. i . v . r . o . s
03. C . a . m . i . s . e . t . a . s
04. P . o . s . t . e . r . s d . e F . i . l . m . e . s
05. Coisas cheirosas de pitanga, maracujá e castanha.
06. Uma conta pró no flickr
07. Um Allstar preto
08. Cadernos sem pauta + lápis de cor
09. Filme instantâneo Polaroid 600
10. Uma bolsa amarela, grande.
Bônus track: minha tatuagem nova. Ai.

Written by juliana alves

agosto 26, 2007 at 3:41 am

o piauí e o presidente da phillips.

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[Num momento de intervalo no meio dos dias muito, muito, muito corridos]

Tá. Vamos lá. Mais uma vez. Suspiro. Mais uma vez uma polêmica sobre alguma coisa que disseram/fizeram sobre/para o Piauí. Como daquela vez que esqueceram de colocar o Piauí no mapa de um livro tal. Ou como aquele texto daquela moça da Folha sobre o Dom Barreto e o ENEM e tudo o mais. Dessa vez o senhor Paulo Zottolo [só eu percebi que o nome já diz tudo?], presidente da Philips na América Latina e criador daquele movimento, Cansei, deu uma entrevista pra um jornal dizendo que blá-blá-blá-“Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir, ninguém vai ficar chateado”. Bom, um monte de gente ficou chateada com a declaração do moço. O governador do estado inclusive disse que blá-blá-blá-Presidente-Lula-se-posicione-quanto-a-esse-deboche. No momento em que eu soube dessa celeuma toda, às onze da noite, depois de uma jornada de doze horas de trabalho, desenhos, normas de acessibilidade e tudo o mais, caindo de sono e vesga de cansaço eu confesso que não dei muita bola. Mas como neta do Equador que sou procurei me interar das notícias assim que o meu cérebro voltou a funcionar e, minha gente, eu me preocupo. Me preocupo com o meu estado. Me preocupo, conhecendo todas as suas qualidades e todo o seu potencial como conheço, por saber até onde ele pode chegar e por vê-lo avançar tão pouco, por falta de dinheiro, ou de vontade política ou dos dois. Me preocupo porque gostaria que as pessoas de fora conhecessem as coisas boas do lugar, que soubessem das vantagens, e que as pessoas de dentro continuassem trabalhando, por mais coisas boas, mais vantagens, mais desenvolvimento, pro estado crescer e aparecer, no bom sentido. Me preocupo porque acho, de verdade mesmo, que “presidente Lula se posicione quanto a esse deboche” é uma perda de tempo, e que na verdade a retratação do moço é que tanto faz como tanto fez, quando temos tantas outras coisas infinitamente mais importantes do que o presidente da Philips com as quais nos preocupar no Piauí. Me preocupo com o meu estado, porque é o meu berço, é de onde eu vim, é a minha raiz, e me interessa. O meu estado me interessa. A opinião das pessoas do meu estado sobre o nosso estado, e conseqüente a vontade que essas pessoas têm de ver o estado crescer e sua colaboração pra isso, me interessa. Já pra livros de geografia editados ou revisados, sei lá, por pessoas que não estudaram geografia básica, jornalistas que gostam de fazer-a-polêmica, e pra opinião do presidente da Philips, que não deve nem saber o que é chamar pro limpo, frankly my dear, i don’t give a damn [ou, traduzindo, não dou nem confiança].
E tenho dito e pronto.
[Fim do intervalo no meio de dias muito, muito, muito corridos]

Written by juliana alves

agosto 17, 2007 at 10:27 pm

want 2 be square.

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Pausa para dias muito, muito, muito corridos.

Written by juliana alves

agosto 15, 2007 at 9:15 pm

homecoming.

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[para Bleu, que vai adorar os pompom’s]

Written by juliana alves

agosto 12, 2007 at 2:28 pm

Publicado em música, vídeos

os simpsons: the movie.

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meg

Aconteceu na terça a cabine do tão aguardado longa da família mais [insira aqui o adjetivo da sua preferência] da história, e os fãs podem ficar bem tranqüilos: o longa não deixa nada a desejar à série. Muito pelo contrário, o texto é excelente, as referências são ótimas, as piadas também e em alguns momentos até a pessoa mais chata com comédias [eu sou uma pessoa chata com comédias] vai ter que dar o braço a torcer. A única recomendação é que se veja o filme do começo [começo mesmo] até o fim [fim mesmo, ponto final dos créditos]. A Meg garante que vale a pena. Dezessete de agosto nos cinemas.

bc
Mais um oferecimento Blogger’s Cut que, não satisfeito com o café da manhã nos mimou com donuts depois da sessão. Uma fofura.

Written by juliana alves

agosto 9, 2007 at 12:24 pm

Publicado em bloggerscut, cinema

top cinco hinos dos cuzões anônimos.

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Pessoas amadas normalmente conseguem convencer seus admiradores a fazer o que elas desejam muito facilmente. Certas pessoas se aproveitam disso, e do meu visível gosto por tudo que tenha relação com música, e eis que aqui estou participando de mais um meme, que começou pra divulgar um serviço da Music Store da Tim [o povo ainda tem esperança de achar um jeito de fazer as pessoas comprarem música na internet].

A idéia dessa vez é listar cinco músicas e dar um sentindo pra essa seleção. Eu resolvi homenagear os Cuzões Anônimos. Mas calma. Não se trata de anônimos de uma forma geral. Os supracitados na verdade pertencem a uma associação: a associação dos tímidos incapazes de declarar o seu amor, a sua paixão, a sua vontade, o seu tesão, o seu interesse, o seu sentimento, enfim.

Nas palavras de um dos fundadores do movimento: “Basta uma olhada no espelho e lá estará o coração, todo escancarado, balançando de um lado para outro, preso por uma mola. E poucas palavras confirmam a situação: claro, existe uma paixão por trás disso tudo. E há a vontade de fazer as sensações transcenderem o isolamento. E daí você tenta abrir a boca para uma indireta ou declaração, e nada. E só na terceira tentativa você percebe os lábios costurados. Mas o pior é descobrir que o responsável por essa obra da alfaiataria sentimental é você mesmo, meu caro. Bem vindo ao clube: você é mais um CUZÃO ANÔNIMO. Os CUZÕES ANÔNIMOS, antes de mais nada, são crentes do amor. Eles desprezam todas essas teorias modernas que tentam diminuir a importância do amor romântico e monogâmico. O C.A. acredita na prática da felicidade a dois, com passeios de mãos dadas e sexo gostoso em tardes preguiçosas debaixo dos cobertores. Mas para que isso aconteça, é preciso que ele enfrente a si mesmo para conseguir expressar esses desejos à pessoa amada. Os C.A. são grandes amantes, mas são incompetentes na ‘área comercial’. (…) Além disso, os CUZÕES ANÔNIMOS são hábeis ficcionistas, pois sempre estão a inventar soluções para seus dilemas, que nunca passarão para o campo prático. Finais felizes para histórias que eles nem conseguiram dar início. Reciprocidades e indiretas (e mesmo diretas) da parte desejada surtem poucos efeitos, pois acabam acumuladas num depósito cheio de caixas com uma etiqueta com a dúvida ‘SERÁ?’ estampada. Uma dica para quem quiser conquistar um CUZÃO ANÔNIMO é utilizar um luminoso anunciando a sua intenção (recomenda-se também o nome e o sobrenome do incauto). Os CUZÕES ANÔNIMOS sonham com o desenvolvimento das ciências telepáticas. ‘Ah, se ela soubesse o que eu sinto agora, em um segundo estaria aqui implorando meus beijos’, sempre torcendo em silêncio para serem notados (…)”. [Ian Black in O Manifesto dos Cuzões Anônimos]

Pois bem. O fato é que eu sou uma C.A. minha gente. As pessoas não acreditam, mas é verdade. Sempre fui. Juro. Na quarta série fiz o meu melhor amigo apanhar por entregar uma carta minha [anônima] para o bruto dono do meu coração de infante, que despedaçou com fúria a missiva. Na quinta séria não foi muito diferente; demorei tanto tempo, mas tanto tempo pra chegar perto do menino que me dava dor de barriga, que quando finalmente começamos a conversar [na quinta série é o que se faz meu povo, se conversa] era fim de ano, férias, ele mudou de cidade e sumiu no mundo sem avisar. Na sétima série foi ainda pior, já que o moço também era um C.A. [sabe como é, tenho uma queda por sorrisos tímidos]. Nem preciso dizer o que aconteceu. Até porque não aconteceu nada. E isso definitivamente foi só o começo. As coisas hoje em dia melhoraram um pouco. Mas só um pouco. Ter coragem pra ligar e disfarçar bochechas vermelhas e tremedeiras no geral ainda não são tarefas fáceis, por exemplo. Já em diálogos imaginários e na entoação dos mantras “me liga, me liga, me liga” e “me beija, me beija, me beija”, posso me considerar gabaritada. E é com os poderes a mim concedidos pelos sei lá quantos beijos que eu não dei [shyness is nice/ and shyness can stop you/from doing all the things in life /you’d like to] que eu lhes apresento meu top cinco hinos dos cuzões anônimos.

5. berne_nas nuvens: foi por causa dessa singela canção, de uma banda paulistana que infelizmente já acabou, que eu fiquei conhecendo o C.A. Enfim eu não estava mais sozinha no mundo. “Eu não sei o que fazer/eu não sei o que vou ver/eu não sei o que falar/mas eu sei o que vou escrever” é bem o começo de tudo.

4. the postal service_such great heights: I am thinking it’s a sign/ that the freckles in our eyes are mirror images/… And I have to speculate/that God himself did make us into corresponding shapes/like puzzle pieces from the clay/(…)They will see us waving from such great heights/”Come down now”…/They’ll say/But everything looks perfect from far away/ “Come down now”… But we’ll stay. [“onomatopéia para suspiro” ai, ai]

3. belle&sebastian_simple things: as coisas não são nada simples, “i saw your arms in a dream”, “if you want me you know were i am” e “all you have to do is ask a thousamd questions” [mentira, uma só, a certa, já é suficiente].

2. the everly brothers_all I have to do is dream: enquanto isso tudo o que eu tenho que fazer é sonhar [When I want you in my arms/ When I want you and all your charms/ Whenever I want you/ All I have to do/ Is Dream… Dream Dream Dream/ When I feel blue/ In the night/ When I need you/ To hold me tight/ Whenever I want you/ All I have to do/ Is Dream… Dream Dream Dream/I can make you mine/ Taste your lips of wine/ Any time, night or day/ Only trouble is/ Gee Whiz/ I’m dreamin’ my life away/ Oh I need you so/ That I could die/ I love you so/ And that is why/ Whenever I want you/ All I have to do/ Is Dream… Dream Dream Dream Dream]. A letra dessa música inteira é um hino c.a., e ela só não leva o primeiro lugar porque…

1.dashboard confessional_hands downs: a parte que diz “My hopes are so high that your kiss might kill me/ So won’t you kill me, so I die happy/ My heart is yours to fill or burst/ to break or bury/ or wear as jewelery/ Which ever you prefer” é de uma feladaputice que doi no coração de qualquer c.a. Ui.

cuzões anônimos s.a

ps.: Não há indicados dessa vez. Quem quiser participar do meme manda o link nos comentários e o post será atualizado.
pps.: Creep e Ask ficaram de fora dessa lista porque são indiscutíveis.
ppps.: “If there’s something you’d like to try…lálálá”

Written by juliana alves

agosto 8, 2007 at 1:51 am

agenda.

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Faltam agora trinta e sete dias para o meu aniversário e eu tenho a honra de informar que este ano teremos dentro da tradicional semana de comemorações, na noite oficial, senhoras e senhores, com vocês, Nouvelle Vague [clique na imagem pra ter certeza].

show

E pra celebrar a notícia, vamos todos ver a querida [*fazendo a íntima, alalá, alalá] Ana Bean, sábado, no Milo [Se sobrevivermos, é claro, à comemoração do aniversário da Camis na Funha, dois dias antes. Ê laiá].

Written by juliana alves

agosto 7, 2007 at 10:25 pm