azar o seu, querida.*

[por uma vida menos ordinária]

Archive for março 2007

sinal de atividade alienígena.

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Pois veja como são as coisas. Tenho certeza que alguém, que, óbvio, eu não me lembro quem, já me mandou ouvir Ecos Falsos antes. Mas eu sou uma daquelas pessoas loucas, com o olho maior do que a barriga pra música, que baixa sabe deus quantos álbuns por semana, e sai anotando os nomes das bandas que sugerem por aí num caderninho, num guardanapo, num pedaço de papel qualquer, e acaba não tendo tempo, ou se esquecendo mesmo, que diabos, de ouvir tudo [vide os novos de Arcade Fire e Clap Your Hands Say Yeah que estão esperando há pelo menos duas semanas]. Também tenho certeza que o Ecos Falsos já tocou com o Ludovic por aí algumas vezes, o que significa que eu já poderia ter feito aquilo de matar dois coelhos com a tal da cajadada só, mas ou eles tocaram juntos bem nos dias que eu faltei, ou bem naquele dia que eu cheguei atrasada no Studio SP. De modo que só fui saber o que eu estava perdendo na terça a noite quando vendo o Jornal da MTV, como quase de costume, descobri Sobre Ser Sentimental [que já virou preferida], e agora, pra compensar o tempo [e os shows] perdido já baixei tudo o que foi possível, virei o site oficial [que por acaso é lindo] de cabeça pra baixo, dei uma boa olhada nas letras [e achei algumas geniais], descobri um monte de coisas interessantes [você sabia que o vocalista/guitarrista Gustavo já escreveu seis livros infantis? E que o Tom Zé em pessoa declarou que “Esses profanos, esses agnósticos, esses heréticos são bons pra diabo!”, você sabia, hein, hein?]e agora estou pensando em comprar um santinho e entrar pra religião Inibié. Me resta esperar pelo show no Inferno [13.04], a prova final, e dividir a descoberta.

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Written by juliana alves

março 29, 2007 at 9:02 pm

Publicado em download, música

sala 8.

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Estréia do sangrento e violento “Grindhouse” preocupa Hollywood*

Los Angeles (EUA), 27 mar (EFE): Morte, sangue e muitas vísceras… O novo longa-metragem de Robert Rodríguez e Quentin Tarantino, “Grindhouse“, cuja pré-estréia estava prevista para a noite de segunda-feira nos Estados Unidos, abusa tanto da crueldade que Hollywood já teme uma regulamentação sobre a violência explícita nos filmes.
Não podia ser diferente, já que o filme evidencia duas carreiras marcadas tanto pela qualidade como pela exagerada violência. Títulos como “El Mariachi” e “Sin City”, no caso de Rodríguez, e “Pulp Fiction” e “Kill Bill”, no de Tarantino, atestam a vertente sangrenta dos dois roteiristas.
O novo trabalho dos dois cineastas, que traz duas histórias, revive o sabor das antigas sessões duplas de filmes B, mais lembradas pela violência gratuita do que pela profundidade de suas histórias.
Apesar de todo o estardalhaço, nenhum dos dois se desculpou pelas intenções de um filme no qual, por exemplo, os genitais de Tarantino se desintegram em uma sala, vítima de uma praga mortal que transforma o produtor em um zumbi em “Planet Terror”, o título da história sob os cuidados de Rodríguez. Nem mesmo pelo fato de a perna da belíssima Sydney TamiliaPoitier (filha do ator Sydney Poitier) ser jogada pela janela de seu automóvel em “Death Proof”, a parte do filme rodada por Tarantino.
“‘Grindhouse’ é uma homenagem aos filmes que amo há décadas e que no geral passaram despercebidos e foram esquecidos”, comentou Tarantino em um comunicado antes da pré-estréia.
No entanto, o filme chega em um momento que não tem passado despercebido por Hollywood nem por aqueles que, dentro da esfera política, se preocupam com a moral das produções e seu impacto nos mais jovens.

Safra de horrores

“Grindhouse”, que traz um festival de sangue, será distribuído por todos os EUA a partir de 6 de abril e dificilmente encontrará concorrência entre as produções do gênero.
Atualmente, os cartazes espalhados por Los Angeles são testemunhas mudas dos caldeirões de sangue que Hollywood está disposta a derrubar sobre seus espectadores nas próximas semanas.
Uma das campanhas mais fortes é a de “A Colheita do Mal”, filme de suspense sobrenatural que traz entre suas pragas demoníacas um rio transformado em sangue;
Também na atual temporada nos cinemas americanos estão “O Retorno dos Malditos”, que mostra um brutal massacre de soldados por mutantes de um deserto, “Dead Silence”, sobre um boneco assassino, e “A Estranha Perfeita”, que traz uma figura ameaçadora.
A profusão de filmes de terror já é normal nesta época do ano nos EUA. Na primavera e no outono americanos, os cinemas são tingidos de vermelho para matar o tempo e dividir os lucros com as grandes superproduções lançadas no verão ou com os aspirantes ao Oscar que só estrearão perto do fim do ano.
No entanto, o número de filmes de terror na atual temporada impressiona e motivou o primeiro relatório feito desde 2000 por uma comissão governamental sobre a violência no cinema, na música e nos videogames.
Há sete anos, os apelos e o controle governamental cederam a favor de auto-regulações dentro da indústria cinematográfica.
Agora, o novo documento chega em um momento mais delicado, dada a proximidade das eleições e o crescimento do gênero.

Artistas se defendem

Segundo comentaristas, nestes sete anos, o crescimento dos “thrillers” atingiu marcas epressivas, após sucessos como “Jogos Mortais”, de 2004, e “O Albergue”, de 2005.
Uma das razões que explicam o grande potencial do gênero é o baixo custo de produção dos filmes, sem estrelas nem grandes efeitos especiais, mas capazes de levar grande número de pessoas aos cinemas.
Para o sucesso absoluto, são necessárias apenas quantidades monumentais de sangue, vísceras e uma montagem impactante capaz de fazer pular da poltrona os adolescentes, público que, majoritariamente, lota as salas de exibição.
À espera dos resultados do relatório, inúmeras celebridades rebatem as críticas mais conservadoras.
Hilary Swank, duas vezes ganhadora do Oscar de melhor atriz e protagonista de “A Colheita do Mal”, se preocupou em deixar claro que seu filme não é de terror, mas, sim, um “thriller sobrenatural”
Já a equipe de “Grindhouse” se distancia da brutalidade realista de outros filmes descrevendo sua violência como “surreal”, “grotesca” e dirigida a um público que a entenderá “em uma única sacada”
No entanto, os produtores do novo longa não especificaram o porquê da presença em “Grindhouse” de trailers de filmes ainda inéditos, rodados por Eli Roth e Rob Zombie, autores de “O Albergue” e do próximo “Halloween”, respectivamente.

* por Rocío Ayuso, para a Uol.

[Será que é muito pior que aquele filme cheio de zumbis no shopping que ficam gemendo “miolos, miolos”? Aquele que dá pra ver que os cerébros são feito de esponja? Como é mesmo o nome?]

um dos cartazes; são todos ótimos.

E pra quem, como eu, não vê a hora…

Written by juliana alves

março 28, 2007 at 7:05 pm

Publicado em cinema

uma comunista perigosa.

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[ou Notas Mentais de Uma Desvairada na Paulicéia]

Querida Professora,
Lembrei deveras da senhora enquanto cumpria o meu dever cívico como aluna especial de mestrado, prestando máxima atenção na minha aula sobre os CIAM’s. Meu já querido professor nos contou uma história interessantíssima sobre o respeitado senhor Le Corbusier, conhecido nosso como a senhora bem sabe, ter sido considerado, durante muito tempo, um comunista perigosíssimo em Moscou. Estou louca professora. Dando vivas à Carta de Atenas, mesmo que ela esteja de pé quebrado. Eu também proponho trator cartepillar passando por cima das cidades. Tabula rasa para a reconstrução. Louca. Louca da Maria Caralho. Deve ter sido o sol naquela ida pra Santo André. Estudando o tal do urbanismo. Aquele mesmo que não existe. E achando muito bom, obrigada. E como pode ter tanta história se não existe, oh deuses? Estou louca, professora. Vou me mudar pra Alsácia-Lorena. Gosto desse nome, afinal. […]

Written by juliana alves

março 28, 2007 at 6:46 pm

Publicado em cartas, trechos

meeting people is easy.

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[ou, das melhores coisas pra se assistir numa tarde de sexta-feira com casamento de viúva]

“If you have been rejected many times in your life, then one more rejection isn’t going to make much difference. If you’re rejected, don’t automatically assume it’s your fault. The other person may have several reasons for not doing what you are asking her to do: none of it may have anything to do with you. Perhaps the person is busy or not feeling well or genuinely not interested in spending time with you. Rejections are part of everyday life. Don’t let them bother you. Keep reaching out to others. When you begin to receive positive responses then you are on the right track. It’s all a matter of numbers. Count the positive responses and forget about the rejections.”

meeting people is easy.

Written by juliana alves

março 23, 2007 at 5:18 pm

as vezes de alice a.

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Parágrafo 07: Uma noite que não tem mais fim.

Gostava de observá-la fumar. O cigarro estranho entre os dedos. O olhar parado no nada. O charme de uma daquelas atrizes francesas, trazido sabe Deus de onde. Os dedos longos. Gostava de observá-la. Desde o começo. Não sabia muito sobre ela. Nada, na verdade. Aparecera um dia desses, num fusca velho, com uma mala. Um lápis vermelho de pedreiro. Uma polaróide. Os dedos logos. Os cabelos muito escuros. A boca borrada. Os olhos também. Observava na esperança de que a qualquer momento informações sobre ela brotassem tatuadas em sua pele. Escritas em sua testa. O dia do aniversário. A cor preferida. Sabia apenas que não ficaria. Não por muito tempo. Imaginava uma despedida. All Tomorrow’s Parties como trilha sonora, talvez. Em homenagem a Nico. Era Nico quem ela fazia lembrar? Não conseguia decidir. Os cabelos muito escuros. Não conseguia distinguir. Apenas imaginava uma despedida. Um meio sorriso talvez. Mas ela sumiu tal qual surgiu. Num fusca velho. Com uma mala e um lápis vermelho de pedreiro. Sumiu no mundo. Sem avisar. Esqueceu umas canções. Jamais deixou que visse a polaróide. Jamais deixou que visse além dos olhos. Muito pretos. De vez em quando ouvia algumas daquelas canções e imaginava. Não com a saudade de quem tem amor. Não, não. Antes com a curiosidade de um telespectador de novela. De um leitor de romance sujo. Imaginava-a como a um personagem a quem o escritor havia de dar um destino. Os dedos longos. A boca borrada. Mas, ah, o telefone, o dia seguinte, a campainha não atrapalham sempre os melhores devaneios? Tinha mesmo que atender? Acordar? Abrir a porta?

[…]

_Alice?!?!
_Hoje eu matei um homem. Posso ficar por uns dias?

 

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com datas, nomes, fatos e acontecimentos reais terá sido apenas o seu ponto de vista.

Written by juliana alves

março 23, 2007 at 5:13 pm

Publicado em textos, trechos

the organ.

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Tenho uma nova banda preferida.
Pena que, como quase todas as minhas bandas preferidas, essa também já acabou. Sofro.

the organ

No repeat:
1. Steven Smith.
2. Love, Love, Love.
3. Brother.

Written by juliana alves

março 22, 2007 at 8:44 pm

Publicado em download, música

sala 8.

with 4 comments

manhattan.

“An idea for a short story about, um, people in Manhattan who are constantly creating these real, unnecessary, neurotic problems for themselves cos it keeps them from dealing with more unsolvable, terrifying problems about… the universe. Let’s… Well, it has to be optimistic. Well, all right, why is life worth living? That’s a very good question. Well, there are certain things, I guess, that make it worthwhile. Like what? OK… for me… Ooh, I would say Groucho Marx, to name one thing. And Willie Mays. And… the second movement of the Jupiter Symphony. And… Louis Armstrong’s recording of Potato Head Blues. Swedish movies, naturally. Sentimental Education by Flaubert. Marlon Brando, Frank Sinatra. Those incredible apples and pears by Cezanne. The crabs at Sam Wo’s. Tracy’s face.”

manhattan

Ficha Técnica
Título Original: Manhattan
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 96 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1979
Estúdio: United Artists / Jack Rollins & Charles H. Joffe Productions
Distribuição: United Artists
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen e Marshall Brickman
Produção: Charles H. Joffe
Música: George Gershwin
Direção de Fotografia: Gordon Willis
Desenho de Produção: Mel Bourne
Figurino: Albert Wolsky
Edição: Susan E. Morse

Written by juliana alves

março 21, 2007 at 7:17 pm

Publicado em cinema