azar o seu, querida.*

[por uma vida menos ordinária]

Archive for Agosto 26th, 2007

my so called life and me me me.

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Já faz uns dias que eu tento escrever e dar notícias. Mais ou menos o mesmo tanto de dias que eu fiquei com aquela vontade de ir ao porão do Lou quebrar uma cara na arena do Clube da Luta. Igualzinho o Edward Norton fez com o Jared Leto, antes dele virar emo e tudo o mais. Mas pra quê essa violência toda, não é mesmo minha gente? Muito mais saudável, adulto e quiçá mais feminino sorrir e dizer “I never did mind about the little things”, com Nina Simone de trilha sonora. Ou, senão, muito mais saudável, adulto e tudo o mais fazer uma cara blasé e mandar se fuder. Tomar no cu. Essas coisas. Estou tendo aulas com meu caro amigo Ian Marquinhos José Enloucrescendo Black Câmara. Como mandar se fuder, tomar no cu e outras coisas de baixo “escalão” quando necessário, com classe e sem culpa. Just watch and learn. Enfim. Meus impulsos violentos passaram. Já podemos conversar. Agosto também passou, levando com ele o dia 21 mais uma vez. E passou tão rápido que nem deu tempo pro post clássico, com o clássico trecho do clássico texto de Caio Fernando Abreu [Isso me lembra que uma vez a minha amiga Fernanda me agradeceu por todo fim de ano mandar a mesma música pra desejar um ano bom. Eu sou repetitiva às vezes, mas tem gente que gosta, viu?!]. Tão rápido que agora já faz um mês desde aquele dia [noite] que eu “lembrei” de uma das músicas do Julian que eu mais gosto, e que passei o mês inteiro ouvindo, e eu continuo sem entender muito bem o episódio. Na verdade talvez a palavra certa não seja “entender”, mas “compreender”. Ou talvez seja mesmo porque eu não tive muito tempo pra pensar no assunto e, então, entender e compreender e tudo o mais [e talvez por isso de vez em quando ainda pense que não precisava ter sido do jeito que foi depois]. Também não tive tempo de começar – publicamente – a contagem regressiva pro meu aniversário. Não tive tempo sequer pro inferno astral nosso de todo ano [iu-huu, você está aí querido?]. Porque acontece que eu pedi tanto e tanto por trabalho, que universo, anjo da guarda, guias e orixás atenderam e mandaram tudo de uma vez. E não estou reclamando! Pelo contrário. Tenho trabalhado feliz e contente, em média umas dez horas por dia [com picos de doze e alguns fins de semana inclusos] e quero mais. E nem me importo muito com a pilha de livros que estou lendo calma e lentamente, ao invés de num pulo, como de costume. Nem me importo muito com os quatro filmes que estão no HD desde junho, e que se eu não vi em julho muito menos vou ver agora. Nem me importo muito de estar dormindo pouco e de ter dito sim tão rápido. Está valendo a pena, vai valer mais e jajá terei tempo, quarto e vida um pouco mais organizados. Eu. Eu. Eu. Acho que vou me dar “o” presente de aniversário. Faltam apenas 18 dias agora. E além do ingresso pro show do Nouvelle Vague, comemoração da noite oficial [que já tá na mão, né Dea?], eu só preciso agora de um lugar onde caiba as trinta e poucas pessoas que estão por perto [sim, porque têm mais outras trinta e poucas espalhadas por Teresina, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife que se eu pudesse mandava buscar] e que eu gostaria de convidar pra festa que eu pretendo dar, se eu encontrar um lugar. O resto é mar. É saudade de pessoas queridas [eu quero a minha mãe!]. É a lembrança da festa de despedida da Ana Bean no Milo, que deixou meu pé doendo de tanto dançar, meu bolso vazio de tanta Heineken e ainda por cima me mostrou duas coisas importantes. É o livro da Miranda que o Igor me deu. São as músicas que eu ando ouvindo e a minha paixão tardia por Arctic Monkeys . É a receita de risoto que o Lucas me deu e eu quero testar logo. É o meu não tão recém-descoberto assim, mas crescente, interesse pela cidade de São Francisco. É a espera pelo Tim e pela Mostra de Cinema. As fotos que eu talvez faça na terça. A Camis rindo das minhas desgraças. O melhor suco de morango do mundo, que eu mesma fiz hoje. O apartamento de pernas por ar. As roupas que eu sempre esqueço na máquina de lavar. O show de lançamento do cd do Ecos Falsos que eu não posso perder. O sobe e desce das temperaturas paulistanas. E, a quem interessar possa, a minha tradicional lista de presentes que me deixariam muito feliz no meu aniversário ou em qualquer outro dia. Tipo, amanhã. Rá.
01. F. i . l . m . e . s
02. L. i . v . r . o . s
03. C . a . m . i . s . e . t . a . s
04. P . o . s . t . e . r . s d . e F . i . l . m . e . s
05. Coisas cheirosas de pitanga, maracujá e castanha.
06. Uma conta pró no flickr
07. Um Allstar preto
08. Cadernos sem pauta + lápis de cor
09. Filme instantâneo Polaroid 600
10. Uma bolsa amarela, grande.
Bônus track: minha tatuagem nova. Ai.

Escrito por juliana

Agosto 26, 2007 em 3:41 am