azar o seu, querida.*

[por uma vida menos ordinária]

Archive for Março 28th, 2007

sala 8.

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Estréia do sangrento e violento “Grindhouse” preocupa Hollywood*

Los Angeles (EUA), 27 mar (EFE): Morte, sangue e muitas vísceras… O novo longa-metragem de Robert Rodríguez e Quentin Tarantino, “Grindhouse“, cuja pré-estréia estava prevista para a noite de segunda-feira nos Estados Unidos, abusa tanto da crueldade que Hollywood já teme uma regulamentação sobre a violência explícita nos filmes.
Não podia ser diferente, já que o filme evidencia duas carreiras marcadas tanto pela qualidade como pela exagerada violência. Títulos como “El Mariachi” e “Sin City”, no caso de Rodríguez, e “Pulp Fiction” e “Kill Bill”, no de Tarantino, atestam a vertente sangrenta dos dois roteiristas.
O novo trabalho dos dois cineastas, que traz duas histórias, revive o sabor das antigas sessões duplas de filmes B, mais lembradas pela violência gratuita do que pela profundidade de suas histórias.
Apesar de todo o estardalhaço, nenhum dos dois se desculpou pelas intenções de um filme no qual, por exemplo, os genitais de Tarantino se desintegram em uma sala, vítima de uma praga mortal que transforma o produtor em um zumbi em “Planet Terror”, o título da história sob os cuidados de Rodríguez. Nem mesmo pelo fato de a perna da belíssima Sydney TamiliaPoitier (filha do ator Sydney Poitier) ser jogada pela janela de seu automóvel em “Death Proof”, a parte do filme rodada por Tarantino.
“‘Grindhouse’ é uma homenagem aos filmes que amo há décadas e que no geral passaram despercebidos e foram esquecidos”, comentou Tarantino em um comunicado antes da pré-estréia.
No entanto, o filme chega em um momento que não tem passado despercebido por Hollywood nem por aqueles que, dentro da esfera política, se preocupam com a moral das produções e seu impacto nos mais jovens.

Safra de horrores

“Grindhouse”, que traz um festival de sangue, será distribuído por todos os EUA a partir de 6 de abril e dificilmente encontrará concorrência entre as produções do gênero.
Atualmente, os cartazes espalhados por Los Angeles são testemunhas mudas dos caldeirões de sangue que Hollywood está disposta a derrubar sobre seus espectadores nas próximas semanas.
Uma das campanhas mais fortes é a de “A Colheita do Mal”, filme de suspense sobrenatural que traz entre suas pragas demoníacas um rio transformado em sangue;
Também na atual temporada nos cinemas americanos estão “O Retorno dos Malditos”, que mostra um brutal massacre de soldados por mutantes de um deserto, “Dead Silence”, sobre um boneco assassino, e “A Estranha Perfeita”, que traz uma figura ameaçadora.
A profusão de filmes de terror já é normal nesta época do ano nos EUA. Na primavera e no outono americanos, os cinemas são tingidos de vermelho para matar o tempo e dividir os lucros com as grandes superproduções lançadas no verão ou com os aspirantes ao Oscar que só estrearão perto do fim do ano.
No entanto, o número de filmes de terror na atual temporada impressiona e motivou o primeiro relatório feito desde 2000 por uma comissão governamental sobre a violência no cinema, na música e nos videogames.
Há sete anos, os apelos e o controle governamental cederam a favor de auto-regulações dentro da indústria cinematográfica.
Agora, o novo documento chega em um momento mais delicado, dada a proximidade das eleições e o crescimento do gênero.

Artistas se defendem

Segundo comentaristas, nestes sete anos, o crescimento dos “thrillers” atingiu marcas epressivas, após sucessos como “Jogos Mortais”, de 2004, e “O Albergue”, de 2005.
Uma das razões que explicam o grande potencial do gênero é o baixo custo de produção dos filmes, sem estrelas nem grandes efeitos especiais, mas capazes de levar grande número de pessoas aos cinemas.
Para o sucesso absoluto, são necessárias apenas quantidades monumentais de sangue, vísceras e uma montagem impactante capaz de fazer pular da poltrona os adolescentes, público que, majoritariamente, lota as salas de exibição.
À espera dos resultados do relatório, inúmeras celebridades rebatem as críticas mais conservadoras.
Hilary Swank, duas vezes ganhadora do Oscar de melhor atriz e protagonista de “A Colheita do Mal”, se preocupou em deixar claro que seu filme não é de terror, mas, sim, um “thriller sobrenatural”
Já a equipe de “Grindhouse” se distancia da brutalidade realista de outros filmes descrevendo sua violência como “surreal”, “grotesca” e dirigida a um público que a entenderá “em uma única sacada”
No entanto, os produtores do novo longa não especificaram o porquê da presença em “Grindhouse” de trailers de filmes ainda inéditos, rodados por Eli Roth e Rob Zombie, autores de “O Albergue” e do próximo “Halloween”, respectivamente.

* por Rocío Ayuso, para a Uol.

[Será que é muito pior que aquele filme cheio de zumbis no shopping que ficam gemendo "miolos, miolos"? Aquele que dá pra ver que os cerébros são feito de esponja? Como é mesmo o nome?]

um dos cartazes; são todos ótimos.

E pra quem, como eu, não vê a hora…

Escrito por juliana

Março 28, 2007 em 7:05 pm

Publicado em cinema